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Como é trabalhar na Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ/MG)?

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  • Há 5 meses

    Para quem trabalhou no Tribunal de Justiça, a situação do judiciário brasileiro não surpreende

    Assessor de JuizEx-funcionário, saiu em 2018


    Prós: A dedicação das pessoas com quem trabalhei e que tinham real envolvimento com o trabalho, tão difícil e penoso. O aprendizado que, para um assessor, se dá de forma aprofundada e bastante diversificada.

    Contras: Não há envolvimento por parte de quem pode mudar a realidade da justiça nas cidades do interior. Há uma diferença de tratamento e de condições de trabalho absurda entre o que é concedido aos desembargadores e aos juízes de primeira instância. Quem sai prejudicado é o jurisdicionado que tem que lidar com a demora que poderia ser muito menor se os juízes tivessem, por exemplo, 2 assessores. Aos desembargadores é dado o direito a 2 assistentes e 4 assessores e, aos juízes, apenas 1 assessor. Os membros do Tribunal, inclusive os que integram as equipes de correição, são completamente insensíveis à situação e se mantém providencialmente encastelados como se nada tivesse a ver com os problemas diários do judiciário, quando, na verdade, são a razão da existência da grande maioria deles. Se quedam inertes na solução, para manter seu conforto que permite a troca do trabalho pela encenação política e social, deixando o povo desassistido e desamparado pela falta de atenção séria e focada no que realmente importa.

    Conselhos para presidência: É necessário que se tenha uma dose mínima de humanidade e decência moral para cuidar do interesse das pessoas que, por muitas vezes, só têm ao judiciário para recorrer. Os Tribunais de Justiça são feitos para o povo e não para que seus membros se tornem algozes egoicos que se utilizam dos cargos para conseguirem regalias, títulos e status. Os desembargadores, assim como os demais funcionários, são servidores do povo. Empregados dele e a ele devem envolvimento, cordialidade e a priorização de seu(do jurisdicionado) interesse. Se agissem com moralidade e sem essa auto-referência doentia, saberiam que a primeira instância precisa de muito mais atenção do que o Tribunal. Os desembargadores recebem infinitamente menos processos do que os magistrados de 1ª Instância. Quem deveria ter o maior número de assessores?

    Recomenda a empresa: Não

Informações da empresa

Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ/MG)