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Como é trabalhar na Itaú Unibanco (Itaú BBA e Rede)?

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  • Há quase 3 anos

    Várias empresas dentro de uma só...

    Analista Sênior


    Prós: Todos os benefícios e oportunidades de uma grande empresa. O grau de satisfação e compreensão da empresa varia conforme a área e o cargo que se ocupa. Trabalhar em rede de agências e áreas comerciais é totalmente diferente de atuar em áreas e pólos administrativos e de suporte. Cada estrutura interna tem suas características, boas e ruins.

    Contras: Uma empresa que divulga suas ações pseudo-sociais como capazes de "mudar o mundo", deveria ter a humildade de reconhecer que precisa antes de tudo mudar algumas coisas internamente. É certo que muitos problemas não são exclusivos do Itaú, estando presentes em outras empresas e na própria sociedade, pois são inerentes à condição humana, tais como individualismo, egocentrismo, vaidades, etc. Mas quem tem tamanho "Sonho Grande" e apregoa ser fundamental ter "Brilho nos Olhos", deveria ser capaz de lidar melhor com questões fundamentais que emperram suas próprias entranhas.
    Vejo gestores perdendo a maior parte do seu tempo com reuniões improdutivas e fazendo "gestão de fofocas", ao invés de se dedicarem ao dia-a-dia de suas equipes, conhecerem melhor seus funcionários e as atividades que realizam, ouvir as pessoas e absorver suas ideias e de fato promoverem a tal Meritocracia que o Banco tanto alardeia fazer, mas que vale só para os níveis mais baixos (e mesmo assim é manipulável). A tal "curva forçada" - na qual os gestores são obrigados a classificar suas equipes dentro de parâmetros impostos "à força" - é execrável! Se o Banco tem tantos processos de seleção e de avaliação para contratar e manter os melhores profissionais nas mais diversas áreas, por que então ele exige que os gestores avaliem obrigatoriamente no mínimo 10% de seus funcionários como péssimos e apenas no máximo 10% como excelentes? Será que é para obrigar a um turn over massivo a cada ano (pois os mal avaliados são demitidos)? Será que é para camuflar a intenção de trocar os quadros mais velhos e/ou mais caros por mais jovens e mais baratos? Parece uma estratégia suicida, pois melhora o Balanço no curto prazo, mas "junioriza" a empresa e provoca irreparáveis perdas de conhecimento. Isto já é perceptível em várias áreas, onde se vê um monte de gente "batendo cabeça" para resolver questões que apenas uma pessoa - mais preparada, experiente e consequentemente mais "cara" - resolveria fácil e rapidamente.
    O Banco parece um time no qual o "meio de campo" não funciona muito bem, sem fazer a "ligação entre a defesa e o ataque". Os gestores - em todos os níveis - são chamados de "líderes" pelo RH, mas poucos são de fato merecedores desta distinção. O próprio RH da empresa é o difusor desta cultura de exclusão, pois seus quadros - em níveis decisórios - são formados por pessoas que não vivenciam e/ou conhecem a realidade do mundo de fora, das agências, do que vai além dos palaciozinhos provincianos que habitam, do "povo" (tanto colaboradores quanto clientes). Vivem buscando "talentos" fora da empresa, mas desde que tenham o "perfil" que foi estabelecido como o ideal/válido (semelhantes a eles/as). Este "ideal" é apenas parcialmente declarado, pois no fundo esconde preconceitos e favoritismos.

    Conselhos para presidência: O Banco deveria reconhecer e promover seus verdadeiros talentos a posições estratégicas, independente de cargo, idade ou remuneração. Aproveitar os mais experientes como difusores de conhecimento, supervisores, ou facilitadores de processos, em todas as áreas do Banco.
    Somente a união do que há de melhor em cada "geração" poderá elevar a empresa a patamares diferenciados. Prezados dirigentes, suas histórias são maravilhosas! As empresas criadas por suas famílias são gigantes que se fundiram num só. Vocês conhecem melhor do que ninguém seus negócios e o mercado, mas permitam que a voz de muitos colaboradores seus chegue até vocês, sem filtros. O programa "Portas Abertas" não atinge este objetivo, pois sorteia cerca de 20 vagas - entre mais de 90 mil pessoas - para conversarem um dia com vocês. Desse jeito, pessoas como eu vão passar a vida toda tentando contribuir com ideias que vão além da própria "caixinha", mas que esbarram em processos e pessoas que não estão comprometidos com o Banco, mas sim com suas carreiras e interesses pessoais.

    Recomenda a empresa: Sim

Informações da empresa

Itaú Unibanco (Itaú BBA e Rede)

Descrição:O Itaú Unibanco, com mais de 90 anos de história, é o maior banco privado da América Latina. Presente em 19 países nas Américas, Europa e Ásia, o banco conta com cerca de 90 mil colaboradores. Com uma rede de atendimento ampliada, composta por mais de quatro mil agências e postos de atendimento e 44 mil caixas eletrônicos em todo o território nacional, atende clientes pessoa física e pessoa jurídica em todos os segmentos, sempre focado na satisfação e excelência no atendimento. O banco tem ações negociadas nas bolsas de São Paulo, Nova York e Buenos Aires e faz parte do Dow Jones Sustainability World Index há 17 anos consecutivos.

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