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Como é trabalhar na Banrisul?

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  • Há mais de 3 anos

    Burocracia, politicagem, cultura ultrapassada

    Escriturário


    Prós: Financeiro: salário inicial muito interessante para jovens ingressando no mercado de trabalho (cerca de R$ 2000 mensais). Pagamento sempre em dia. Participação nos lucros e resultados (PLR). Vale-alimentação muitíssimo acima da média do mercado (mais de R$ 1000 por mês). Funcionários têm isenção de tarifas bancárias, isenção de anuidade de cartão de crédito, e têm direito a taxas menores de empréstimo, consórcio e outros produtos do banco. Funcionários podem solicitar vale-transporte, auxílio-creche, entre outros. Auxílio-moradia para gerentes.
    Carreira: muitas oportunidades de crescimento surgindo; a cada dois ou três meses há concurso interno para preencher vagas de gerência.
    Estabilidade: ninguém é demitido, mesmo que seja desinteressado e não venda os produtos bancários.
    Direção-Geral: uma oportunidade de ouro. Cerca de um terço dos funcionários do banco trabalha na DG, a maioria desses é comissionado e ganha mais. Na DG, alguns poucos trabalham muito, a maioria fica de pernas pro ar o dia todo. Se quiser receber trabalhando pouco, tente uma transferência ou participe das seleções internas e agarre a oportunidade!

    Contras: Financeiro: se o funcionário não progredir de cargo (o que acontece com grande parte dos funcionários) o salário não aumenta muito durante a carreira. Isso significa que o funcionário que está se aposentando depois de 30 anos de trabalho ganha pouca coisa a mais do que aquele que entrou agora.
    Politicagem: para as gerências iniciais a seleção é por concurso interno. A partir daí as chances diminuem sem um bom "padrinho".
    A direção do banco é nomeada pelo governador do Rio Grande do Sul. Isso quer dizer que se o estado troca de governo e seu novo superior não vai com a sua cara seu cargo corre perigo. Além disso, o principal critério de nomeação dos diretores parece ser a afinidade partidária com o governador, nem sempre aliada à capacidade de gestão. Daí resultam práticas pouco eficientes de gestão, atraso em relação ao mercado, inchaço de cargos comissionados, superiores incompetentes, burocracia, muita centralização e pouca eficiência.
    Cultura: com muitos funcionários novos entrando e veteranos se aposentando a força de trabalho está se renovando. No entanto, a maioria dos funcionários ainda tem 20, 30 anos de casa. Somando-se o grande tempo-médio à política de estabilidade, o resultado é uma massa de funcionários antigos, desmotivados, com cultura ultrapassada (embora existam honrosas exceções, diga-se de passagem). Muitos dos novos funcionários são concurseiros que pedem demissão assim que conseguem aprovação num concurso melhor.
    Comunicação: a comunicação tem muitos problemas. O funcionário da rede de agências que tiver alguma dificuldade nem sempre é auxiliado com cordialidade pela DG. É pouco claro que unidade é responsável pelo quê. As solicitações muitas vezes não são atendidas, é comum perderem-se entre e-mails jogados de um setor para outro. O atendimento não é avaliado pelo usuário. Não há compromisso com qualidade e eficiência, nem estímulo para se tenha. As unidades da DG não têm metas claras (embora um pequeno avanço nesse sentido esteja se iniciando).
    Avaliação: as promoções de nível (sem mudança de cargo) decorrem de avaliação periódica, feita pelo funcionário e aprovada por seu superior. A avaliação é uma farsa. 99% dos funcionários avaliam-se com nota máxima em todos os critérios, e para não se aborrecer com ninguém os superiores apenas confirmam.
    Qualidade de vida: para manterem benefícios como o auxílio-moradia ou serem promovidos os gerentes precisam mudar-se de cidade de pouco em pouco tempo. É difícil criar raízes, ter casa própria, ficar próximo da família e dos amigos. Para o cônjuge é quase impossível ter uma carreira devido às mudanças constantes. Os filhos precisam mudar de escola a cada pouco.
    Plano de carreira: em discussão há anos. Prazos sempre são estourados e nada sai do papel.
    Sindicato: truculento, autoritário, não aceita opiniões contrárias. Partidários do governo, nem sempre tem as mesmas prioridades dos funcionários. Sai gestão, entra gestão, quase sempre é a mesma panelinha, com o ranço ideológico que deveria ter caído junto com o muro de Berlim. Organiza greve todo ano, desrespeita funcionários que são contrários à greve e a população que necessita dos serviços bancários. Só se ouve falar de sindicato em época de greve e em época de eleição sindical.

    Conselhos para presidência: Fiz muitas sugestões de melhorias, tanto no período que trabalhei em agência quanto no período de DG. Nenhuma foi respondida, quanto menos implementada. Mas vamos às sugestões:
    Diminuir o número de unidades;
    Eliminar gerências-executivas desnecessárias;
    Terceirizar atividades-meio;
    Diminuir número de comissionamentos;
    Implementar de uma vez por todas o plano de carreira;
    Melhorar o atual sistema de avaliação;
    Implementar um sistema de avaliação da DG pela rede de agências - a prioridade de todas as unidades deve ser atender as demandas da linha de frente;
    Vincular a remuneração variável dos funcionários da DG à qualidade dos serviços prestados;
    Reavaliar a política de contenção de despesas e eliminar a discrepância entre rede de agências e DG - as agências estão sufocadas com tanto corte de gastos e na DG o desperdício come solto;
    Propor novamente convenção coletiva de implantação do banco de horas, explicando os benefícios aos funcionários, e não ao sindicato. Se necessário fazer uma votação pela intranet para que seja ouvida a opinião de todos, não a do sindicato;

    Recomenda a empresa: Sim

Informações da empresa

Banrisul

Descrição:Como banco múltiplo, o Grupo Banrisul oferece ampla variedade de produtos e serviços financeiros, incluindo cartões de crédito, seguros, previdência privada, grupos de consórcios e administração de recursos de terceiros. Suas operações de crédito abrangem os segmentos de pessoas físicas e jurídicas, bem como financiamento imobiliário e rural. Mais do que investir em inovação e qualidade de relacionamento com seus diversos públicos, contribuir para a construção de um mundo melhor. Esse é o desafio que o Banrisul se coloca a cada dia, e para o qual direciona sua evolução, enquanto Instituição, galgada paulatinamente nesses 83 anos de atuação. Valorizar as pessoas não é somente uma questão de eficiência, mas, sobretudo, de responsabilidade social.

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