Vale a pena mudar de emprego apenas pelo aumento de salário?

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Uma pesquisa global da consultoria Robert Half realizada com 1.775 diretores de RH de 13 nacionalidades aponta que o Brasil é o campeão mundial em rotatividade de funcionários. Mas por que será que essas pessoas mudam tanto de emprego? A resposta é simples: a maioria se deixa atrair por salários mais altos, mas que nem sempre valem a pena.

A seguir, listamos nove fatores que são importantes na hora de avaliar uma proposta de emprego:

1. Salário
Você deve sair para ganhar menos só se for mudar para uma outra área em que sonhe em trabalhar. Vale estudar uma mudança a partir de 30% de aumento real (incluindo bônus ou participação nos lucros garantidos nos primeiros dois anos). Benefícios, cargo, plano de carreira e desenvolvimento profissional também devem ser pesados.

2. Horário de trabalho
Esse aspecto deve ser levado em consideração, principalmente pelos profissionais que têm família e buscam qualidade de vida. É importante analisar se precisará trabalhar aos finais de semana ou em horários fora do horário comercial, impactando no convívio familiar. Horário flexível é um benefício importante que muitas empresas estão adotando.

3. Local de trabalho
Se você gasta até uma hora para ir voltar do trabalho e no novo emprego gastará acima de duas horas, talvez não valha a pena a mudança se não houver outros fortes atrativos.

4. Infeliz no emprego atual?
Caso o funcionário esteja insatisfeito com o seu trabalho atual, precisará fazer uma análise para avaliar se são realmente as suas atividades que o estão deixando infeliz ou se existe outro motivo.

5. Plano de carreira
Se o ambiente no seu atual emprego é bom, o chefe é justo e há uma chance real de ser promovido em, no máximo dois anos, apenas um aumento de 30% prometido pelo novo empregador passa a não valer tanto a pena.

6. Idade
Olhar os riscos é importante – verifique se você se sente seguro para mudar e que garantias o novo emprego te oferece. Caso o profissional queira mudar de emprego, mas não de área, a idade não interfere muito. Em geral, os mais jovens têm mais mobilidade profissional, pois estão construindo sua carreira e os passos são dados mais rapidamente.

7. Ambiente de trabalho atual
Ambientes “tóxicos” em que a meritocracia não seja valorizada induzem os mais qualificados a mudarem de emprego. Chefes medíocres, centralizadores ou grosseiros costumam gerar baixa produtividade e insatisfação geral. Se não houver oportunidades em outros departamentos na mesma empresa, deve-se pensar seriamente em mudar de emprego.

8. Atribuições do cargo
O candidato deve comparar o que faz no emprego atual e o que fará no novo. Os desafios e oportunidades de crescimento têm que valer muito a pena. Todos somos avaliados por resultados e, por isso, não estar habilitado para as novas responsabilidades e mesmo assim assumi-las é muito perigoso.

9. Viagens nacionais e internacionais
Viagens frequentes podem causar impacto na vida pessoal do funcionário, não sendo raro vermos separações motivadas pela frequente distância entre o casal. Esse ponto deve ser analisado com cuidado.

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