Sua conduta na vida pessoal pode interferir na sua carreira

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Por Finanças Femininas

Muito se fala sobre a separação da vida pessoal com a profissional, mas até que ponto a conduta que você adota em uma área da sua vida pode interferir na outra? Esse é um questionamento importante porque muitas vezes fazemos uma confusão entre o comportamento que devemos ter em ambiente profissional e a forma como conduzimos a nossa vida particular.

De forma geral, costumamos adotar um tratamento de formalidade maior com nossos chefes do que tratamos nossos amigos e familiares, pois acreditamos que seja o suficiente para garantir a lisura ao longo da carreira, mas a realidade não é bem assim. Se engana muito quem pensa que a má conduta na vida pessoal não pode atingir a carreira.

Repercissões Negativas

Há pouco tempo atrás nós tivemos um exemplo claro disso com a repercussão do triste dia em que uma torcedora do Grêmio foi filmada em um estádio de futebol usando xingamentos racistas para agredir o goleiro Aranha. Além de toda a comoção que o episódio gerou tanto na imprensa quanto nas redes sociais, ela acabou sendo afastada do trabalho. Conforme relatado no jornal Zero Hora, o chefe da torcedora reconheceu a competência dela no trabalho, mas justificou o afastamento alegando que a conduta adotada por ela não condizia com os princípios de trabalho da instituição.

No mesmo sentido, um outro escândalo recente acabou prejudicando a carreira do CEO de uma gigante da indústria alimentícia americana. Desmond Hague, que estava à frente da companhia Centerplate desde 2009, perdeu o cargo após a divulgação de um vídeo em que aparece maltratando um cachorro dentro de um elevador. O fato aconteceu em um prédio de Vancouver, no Canadá, e as imagens foram captadas pelo circuito de segurança. Não foi preciso muito tempo para o vídeo viralizar.

A Centerplate é responsável pela venda de comida em vários estádios de futebol americano e a reação do público foi imediata, dentro e fora dos Estados Unidos. Em Vancouver, por exemplo, em protesto em função do episódio, parte dos torcedores alegou que não compraria comida da Centerplate e chegou a pressionar um estádio local para cancelar o contrato com a companhia.

Inicialmente, o CEO publicou uma nota pedindo desculpas pelo fato envolvendo o cachorro. Aceitou ainda doar US$ 100 mil para uma instituição que ajuda animais, além de 1000 horas (pouco mais de 40 dias) de serviço comunitário em uma instituição em uma agência de proteção aos animais. A manifestação de arrependimento, no entanto, não foi suficiente.

Com a repercussão negativa do fato e o temor de que a postura de Hagues pudesse prejudicar os negócios da Centerplate, a saída do CEO foi inevitável.

Aprendendo com os erros alheios

Não há como dissociar a boa e a má conduta de uma pessoa entre o ambiente da vida privada e da vida profissional. O cuidado com o caráter e com os princípios deve ter constância, independente do local em que estivermos, sendo assim, os exemplos citados acima nos deixam esta lição.

É possível que você conheça situações em que alguém tenha prejudicado a carreira por apresentar algum tipo de comportamento ruim, mesmo fora do ambiente de trabalho. Sendo assim, não é preciso cometer o mesmo erro para aprender a lição, correto? O caráter bem cuidado consequentemente vai refletir em uma imagem positiva.

Afinal, quem planta o bem, acaba colhendo bons frutos. Quem adota posturas positivas dentro e fora do ambiente de trabalho, só pode esperar o melhor!

 

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Fonte: http://financasfemininas.uol.com.br/

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