Série empoderamento feminino: o que a igualdade trará para o mercado

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Que o mercado de trabalho ainda possui uma gritante diferença entre gêneros todos nós sabemos, mas tem ideia dos ganhos possíveis caso as oportunidades fossem realmente distribuídas de maneira justa? A igualdade entre gêneros traria ganhos de US$ 12 trilhões ao produto interno global até o ano de 2025, segundo uma pesquisa do McKinsey Global Institute. Para se ter uma ideia, esse impacto seria o equivalente ao Produto Interno Bruto da Alemanha, Japão e Reino Unido somados.

O estudo, que avaliou setores públicos, privados e sociais, aponta que é necessário, urgentemente, estreitar as diferenças entre gêneros no trabalho e na sociedade como um todo. Quando uma mulher não se sente empoderada, não é apenas a sociedade e o mercado que perdem, mas também a economia. Segundo a pesquisa, em um cenário totalmente igualitário, em que mulheres teriam acesso às mesmas oportunidades e remunerações que os homens, US$ 28 trilhões seriam adicionados ao produto interno global até 2015.

Atualmente, além de terem menos oportunidades para ocupar postos de liderança, muitas mulheres ainda enfrentam uma cultura machista, que lhes cobram o peso sobre administrar a casa, cuidar dos filhos e da família sozinhas, além de desenvolver sua carreira de forma igualitária ao parceiro, o que acaba gerando uma sobrecarga de tarefas e compromissos. Se pensamos em um mundo realmente igualitário, no qual homens e mulheres tenham acesso às mesmas oportunidades, suas responsabilidades familiares e sociais seriam as mesmas.

Além dos impactos sociais, essa mesma pesquisa conduzida pelo McKinsey Global Institute nos levam a uma reflexão sobre como o mercado e a economia mundial estão perdendo com a desigualdade entre homens e mulheres. Segundo o estudo, 40% dos 95 dos países avaliados através de mais de 15 indicadores de igualdade entre gêneros se mostraram altamente desiguais, haja vista que um cenário considerado como “igualitário” seria aquele em que as mulheres participariam da economia de maneira idêntica aos homens.

Em 46 dos 95 países analisados, a possibilidade de maiores ganhos com a igualdade de gêneros no mercado de trabalho foi observada, principalmente, na Índia e na América Latina. Os locais que menos avançaram nesse sentido, de acordo com o estudo, foram os do sul da Ásia (excluindo a Índia), ao passo que os mais evoluídos foram os da América do Norte e Oceania. Nos locais menos desenvolvidos, como resultado da desigualdade entre os gêneros, notou-se a falta de direitos legais à mulher, ausência de representação política e até a violência contra elas.

Muitas coisas já têm sido feitas, mas o caminho é longo se analisarmos o quanto ainda precisa ser realizado para que a mulher seja vista de igual para igual e ter acesso às mesmas oportunidade de carreira. Por isto, não podemos deixar de incentivar o empoderamento feminino que, além do inúmeros benefícios sociais, trará uma nova e melhor realidade econômica para nosso país.
Empoderar a mulher é promover a equidade de gênero em todas as atividades sociais, políticas e econômicas. E empodera-las é um papel de todos! #empoderamentofeminino

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