Série empoderamento feminino: desafios e perspectivas futuras

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O futuro da mulher no mercado de trabalho ainda necessita de iniciativas conjuntas de empoderamento feminino para que seja igualitário, justo e, acima de tudo, valorize suas capacidades. Porém é possível, sim, ficar otimista em relação aos prognósticos, haja vista que a mulher nunca esteve tão preparada para lutar por seus direitos, afinal, ela tem alta escolaridade, é mais confiante e cheia de ambição, o que faz com que as companhias não possam ignorar a importância dessas profissionais para garantir a sustentabilidade da empresa.

Atualmente, as mulheres ocupam 40% da força de trabalho global – e esse número só tende a crescer – especialmente quando o assunto são cargos de liderança, ainda ocupados, em sua maioria, por homens. Se pararmos para refletir, se as mulheres mais jovens superam os homens em escolaridade – elas possuem mais títulos de bacharelado e mestrado -, então por que não assumem cargos de liderança no mesmo volume que os homens? Simples: ainda há muito machismo e preconceitos impregnados na sociedade, que precisam se acostumar cada vez mais com a presença feminina em grandes companhias e sua constante luta por direitos iguais no mercado de trabalho.

O desafio não é fácil, mas o futuro parece promissor. Segundo uma pesquisa conduzida pela PwC, as mulheres estão cada vez mais propensas a procurar empregadores que lhes deem políticas de diversidade e equidade de gêneros – ponto considerado como fundamental para 82% delas, que também desejam que seu trabalho tenha um propósito, que contribua com a sociedade em geral e que lhes faça sentir orgulho da empresa.

Percebe como as mudanças já estão acontecendo, mas dependem de uma forte mudança de valores, hábitos e pensamentos? A mulher luta todos os dias para ser valorizada como o homem e, ainda por cima, tem o desafio de desenvolver um trabalho que a satisfaça como profissional. No futuro, as empresas que desejarem reter os talentos femininos precisarão se esforçar para desenvolver ações estratégicas para comunicar seus pontos positivos e apresentar propostas atraentes para segurá-las, já que, com a confiança maior, elas estarão mais certas do que desejam para a sua carreira e buscarão a empresa e a oportunidade mais realizadora.

Diante do fato de que equilibrar a vida profissional com a pessoal é um desejo de grande parte dos profissionais – sejam eles mulheres ou homens – a questão salarial já não aparece mais como algo primordial para permanecer ou deixar um trabalho. No mesmo estudo conduzido pela PwC, quase 20% das mulheres disseram que desistiriam ou adiariam uma promoção em troca de horários mais flexíveis de trabalho. A mulher empoderada conhece suas capacidades, habilidades e tem ciência da necessidade de que ter uma vida equilibrada, com tempo para se dedicar a outras atividades que não o trabalho, como praticar um hobby, um esporte, viajar ou se dedicar à aquisição de novos conhecimentos, é muito importante.

Com o desafio de ter uma aceitação mais ampla da sociedade como um todo no mercado de trabalho, mais consciência sobre seu valor e importância para as organizações e formação cada vez mais completa, a mulher do futuro tem tudo para alçar voos mais altos e ocupar mais cargos de liderança em grandes companhias. A luta deve continuar – com a união de todas, fica muito mais fácil conquistar direitos de igualdade e respeito no mercado de trabalho! #empoderamentofeminino

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