Tecnologia e humanidade colidem: Como os robôs irão roubar seu emprego

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Já parou para pensar que talvez sua profissão não exista mais no futuro? Já imaginou ser substituído por um robô, que seja capaz de realizar todas as suas funções? Pode parecer uma ideia um tanto utópica, ou um futuro muito distante, porém essa realidade está mais próxima do que você imagina. Nós fomos assistir à palestra de David Baker do School of Life “ Robots will soon steal a lot of White collar jobs – And that’s a good thing” (Em pouco tempo, os robôs roubarão empregos coorporativos– e isso é algo bom), David afirma que em períodos cada vez mais curtos de tempo, as máquinas estão se tornando mais capazes e próximas de realizar atividades humanas.

Desde a primeira revolução industrial, há cerca de 175 anos atrás, os homens vêm perdendo seus empregos para as máquinas. Conforme o surgimento dos avanços tecnológicos na indústria, algumas profissões vão desaparecendo, e outras surgindo. Contudo, com a invenção dos computadores, o processo de substituição do trabalho humano pelo trabalho das máquinas tem ocorrido de maneira acelerada. Hoje, os robôs não estão presentes apenas na indústria, substituindo os operadores fabris, computadores estão realizando trabalhos administrativos, cognitivos e até mesmo criativos.

 Existe uma lei no mundo da tecnologia, chamada lei de Moore, criada em 1965 por Gordon E. Moore (então presidente da Intel), essa lei basicamente diz que a cada dois anos, a capacidade dos computadores dobrará. Isso significa que a velocidade em que a tecnologia avança é exponencial, e está muito perto de um “boom” nos próximos 5 a 10 anos. Para exemplificar essa lei, podemos imaginar que há 10 anos atrás os cientistas não acreditavam que um robô jamais seria capaz de dirigir um carro, porém hoje temos os Google Cars, carros completamente pilotados por computador, que já percorreram milhares de quilômetros nos Estados Unidos. Ou seja, se hoje dizemos que os robôs nunca serão capazes de ter empatia ou criatividade, quem nos garante que daqui a 10 anos, eles não serão?

Em sua palestra, David afirma que em menos de 20 anos, 40% das profissões que conhecemos hoje terão desaparecido. Computadores não dormem, não comem, não precisam de luz ou de um ambiente agradável, não tem famílias nem problemas pessoais, não recebem salários, e o melhor: estão cada vez mais baratos, empregá-los é muito vantajoso para as empresas. David Baker prevê que os cargos administrativos serão os primeiros a serem substituídos, assim como na medicina, robôs serão capazes de realizar cirurgias muito melhor do que os próprios médicos, até mesmo jornalistas e músicos poderão ser substituídos, tendo em vista que a capacidade criativa dos computadores só vai aumentar (hoje, a Forbes já utiliza um computador capaz de escrever textos jornalísticos).

Este cenário futuro pode parecer catastrófico, porém é aí que entra a incrível capacidade do homem de se reinventar, e uma possibilidade de mudança positiva. David acredita que estamos próximos de uma revolução, e que a relação da humanidade com o trabalho mudará completamente. Isso é bom porque a partir do momento que as máquinas se tornarem responsáveis por toda a parte chata, monótona e repetitiva do trabalho, nós poderemos nos focar naquilo que seja realmente importante para cada um. Já parou para pensar sobre qual é o propósito do que você faz todos os dias? Muitas pessoas trabalham de forma mecânica, sem realmente ver um sentido naquilo que fazem, os computadores trarão a possibilidade de cada um busque uma profissão que traga valor para a sociedade e para si.

Durante a palestra, David nos faz uma pergunta: “O que te torna único?” , em seguida acrescenta: “Pegue esta coisa que você acredita, aquilo que te faz ser um ser humano diferente de todos os outros, e transforme isso numa profissão”. Não importa o quanto os computadores evoluam e se tornem inteligentes, eles nunca terão a essência humana, o que nos torna únicos, e faz com cada pessoa seja especial e diferente da outra. E com tudo isso, quem sabe no futuro, não amaremos mais as segundas feiras?

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