Recursos humanos e tecnologia: as tendências que o setor precisa seguir

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Por Fernanda Diez

Assim como diversas áreas, o departamento de Recursos Humanos tem se desenvolvido em alta velocidade e, até em alguns casos, deixado outros setores para trás. Com essa mudança, espera-se que as expectativas dos funcionários se alterem em relação à experiência do empregador e que o departamento de RH, mesmo lidando com um grande volume de informações, saiba administrá-lo e fazer crescer a si mesmo.

As mudanças, nesse sentido, sempre vêm acompanhadas com alguma inovação ou tecnologia que funciona como catalizador para novos objetivos.

As experiências dos departamentos de RH que caminharam por essa via envolvem transparência no mercado de trabalho e, com isso, trazem novos desafios para os diretores do setor. Ainda com a pressão dos gerentes e executivos, a tarefa de adicionar valor ao negócio e servir como um parceiro de estratégia torna-se mais uma provocação (no sentido empresarial do termo).

blog 25.05

Dessa forma, os departamentos de Recursos Humanos precisam buscar cada vez mais tendências e tecnologias em seu núcleo. Eles devem incluir em sua rotina um sistema que permite automatizar a papelada, analisar e extrair as principais informações de grandes quantidades de dados e responder da forma mais elegante possível às necessidades do negócio e dos funcionários.

Em termos menos tecnológicos, traçar planos de carreira, substituição de talentos, job rotation, fazer recrutamento e seleção, e tantos outros afazeres dos profissionais de recursos humanos podem ser transparentes e organizados em um sistema, colocando o RH nas decisões estratégicas de suas empresas, a partir do momento em que os dados servem como fonte de sabedoria e não confusão. Engajar, gerir e reter seus talentos deixa de ser um desejo para se tornar em uma estratégia real.

Num momento em que estamos a um clique da oportunidade perfeita e da visualização de um portfólio ou CV perfeitamente planejado graças a plataformas como o LinkedIn, o setor pode recolher dados importantes e usá-los para analisar habilidades, lacunas, custos, desempenho e diversas variáveis.

Este é um ponto importante: tecnologia não é mais algo restrito aos profissionaisde tecnologia, mesmo as mais parrudas e complexas. Com o entanto que você saiba o que quer de um software de gestão de talentos, por exemplo, tanto faz se está na nuvem ou dentro de casa (que são coisas que o pessoal de TI questiona). O importante é tornar a empresa mais eficiente.

Em resumo, numa era em que funcionários estão conectados 100% do tempo e almejam, assim como os negócios, alto retorno, seja financeiro ou de status, o departamento de RH precisa ser flexível, concentrado e, de alguma forma, acoplar a tecnologia em seu âmago para que dela possa retirar os benefícios e guiar suas ações.

 

Fernanda Diez é gerente de marketing para soluções gestão de capital humano (HCM) da Oracle do Brasil.

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