Perfeccionismo no trabalho: quando o bom se torna inimigo do ótimo

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Você provavelmente já participou de uma entrevista de emprego ou dinâmica de grupo na qual uma ou mais pessoas disseram que seu maior defeito era ser “perfeccionista”. Essa afirmação, que dá a entender que a pessoa tem esse “problema”, mas, ao mesmo tempo, conseguirá entregar um trabalho de máxima qualidade, não é verdadeira. E sabe o porquê? O perfeccionismo traz uma série de limitações às nossas vidas e carreiras e, ao contrário do que se imagina, pode ser um grande inimigo do seu desenvolvimento profissional.

Pensando em te ajudar na difícil tarefa de controlar a tendência que temos a buscar sempre o “perfeito” em vez do “bom”, o Love Mondays lista os prejuízos que ser perfeccionista te traz e, na sequência, mostra atitudes que podem te ajudar a se livrar da busca incessante pelo perfeito.

Pontos que prejudicam os perfeccionistas

-O que uma pessoa comum leva 30 minutos para fazer, um perfeccionista obsessivo faz em 50 minutos, e refaz seu trabalho constantemente. Nunca estão satisfeitos com seu trabalho, e isso faz com que se tornem menos eficientes.

-Suponhamos que dois funcionários tenham que mandar um e-mail a seus chefes. Uma pessoa comum escreve, com respeito e simplicidade. Um perfeccionista escolhe as palavras mais rebuscadas, e acaba não dizendo sucintamente o que deve ser dito. Às vezes menos é mais!

-O perfeccionista nunca está satisfeito com seu trabalho. Isso acaba gerando uma frustração grande, por que a pessoa não vê resultados em seus esforços, e a pessoa acaba deixando o trabalho para o “momento perfeito” (que pode nunca chegar).

– Os perfeccionistas também tendem a ver os mínimos detalhes de tudo, mas perdem a visão do todo. É o famoso “enxergar formiga e não enxergar elefante”. Cuidando dos pequenos detalhes, o projeto todo pode desandar se for descuidado.
Diante desses problemas, torna-se quase que obrigatório aprender a lidar com a busca pelo perfeccionismo para conseguir evoluir na carreira e não se cobrar tanto com coisas que não valem a pena. O primeiro passo para afastar-se do perfeccionismo é entender sua própria definição de perfeccionismo. A cada momento em que você se sentar para decidir um novo projeto, pergunte-se: “o que a perfeição significa nessa situação?” Você provavelmente enxergará coisas mais simples, como não ter erros de português em sua apresentação. Pode ser, ainda, que você enxergue coisas mais complexas como “fazer com que meu chefe goste mais da minha apresentação do que a do meu colega” e isso já está fora do seu controle. Analisando cada situação de forma individual você entende como isso afetará seu sucesso e percebe que não conseguirá atingir a perfeição em todos os aspectos – e isso não é problema algum.

Outro passo para minimizar o perfeccionismo é conhecer as pessoas que você deseja impressionar, pois é muito comum fantasiarmos com situações hipotéticas e pessoas que nem conhecemos, complicando ainda mais o nosso trabalho. Se você está lançando um novo produto, por exemplo, pense nos seus consumidores e em suas necessidades, valores, no que poderá surpreendê-los ou como se comunicar com eles. Isso vale para chefes, parceiros de negócios, recrutadores, etc.

Você pode, ainda, explorar formas de trazer mais abertura ao seu trabalho, deixando-o mais flexível. Já pensou em, por exemplo, contar uma história particular em uma apresentação em vez de enchê-la de estatísticas? Essa versatilidade deixa tudo mais leve e gostoso e faz com que você não se cobre tanto. Traga o seu “lado humano” mais para a frente. Você verá como tudo fará mais sentido.
Sentir-se vulnerável é comum e todas as pessoas enfrentam esse tipo de situação, seja em sua vida pessoal ou na profissional. A chave para combater essa sensação e não recorrer à busca incessante pela perfeição é entender que todos somos passíveis de erros e que as imperfeições são sinais de pontos em que podemos melhorar – sem cobrança excessiva, estresse ou frustração. Boa sorte nesse processo!

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