O tom da sua voz afeta a sua carreira

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Por Finanças Femininas

Você já parou para refletir, o que será que as pessoas pensam a seu respeito quando ouvem a sua voz? O que será que o o tom da sua voz diz sobre você? São perguntas interessantes, que provavelmente você nunca parou para pensar sobre. E o que você também pode não ter notado, é que essas respostas podem ser fundamentais para o futuro da sua carreira. Acredite, a forma como usamos nossa voz no ambiente profissional passa muitas informações sobre nossa personalidade e nosso comportamento.

O primeiro passo é conhecer os seus pontos fracos e também os fortes. Dessa forma, você poderá se adequar ao ambiente de trabalho. O uso da voz no tom correto é uma ferramenta importante para quem busca o crescmento dentro de uma corporação.

A professora da IBE-FGV, Eline Rasera, especialista em RH, Gestão de Pessoas e Psicologia afirma que tanto o tom de voz muito elevado quanto o muito baixo são prejudiciais para a carreira. “Muita gente confunde falar com firmeza com falar alto. O tom de voz muito alto é autoritário, é invasivo, pode causar interpretações equivocadas”, pontua. Quando alguém eleva demais o tom de voz na hora de corrigir uma pessoa da equipe, por exemplo, a orientação pode ser interpretada com temor, o que provavelmente fará o funcionário responder com recuo.

De acordo com ela, é preciso ter a dosagem certa para falar com firmeza, porém sem elevar o tom de voz. Na outra ponta, a pessoa que fala muito baixo demonstra insegurança ou mesmo desânimo. “Quando uma pessoa fala baixo demais em uma apresentação, o questionamento surge: como essa pessoa vai conversar com uma diretoria?”. A voz, em si, já é uma mensagem, reforça a especialista. Assim como é preciso cuidar da imagem pessoal, da postura, da expressão facial, a voz também dirá muito sobre quem somos.

Dinâmicas de apresentação

“Todo profissional é um vendedor de si mesmo. A voz quem ele usa para se apresentar precisa demonstrar segurança e firmeza”, salienta a professora. De acordo com ela, que tem larga experiência em recrutamento de pessoas, as dinâmicas de apresentação são muito comuns em processos seletivos de corporações e a voz é um quesito avaliado neste momento. O fator é levado ainda mais seriamente quando os cargos em questão são para liderança ou mesmo trainee (que está sendo preparada para exercer um cargo de liderança futuramente).

As questões que levantamos acima geram questionamentos entre os recrutadores na hora de traçar o perfil de um profissional. A pessoa que eleva o tom de voz desnecessariamente pode ser interpretada como autoritária. “Muita gente diz, ‘ah, mas esse é meu jeito, eu falo assim’. Não é dessa maneira, se você sabe que fala muito alto, precisa procurar mudar, adequar-se ao ambiente corporativo”, aconselha. Ela orienta ainda que o mais indicado é observar o comportamento das pessoas no ambiente de trabalho e procurar posicionar a voz com equilíbrio diante do que é tido como padrão na empresa.

O equilíbrio

Se falar baixo demais deixa uma impressão tão ruim quanto elevar demais o tom de voz, é necessário buscar o caminho do meio. A especialista orienta que a voz não deve ser linear – o que pode deixar uma plateia entediada – mas acompanhar as emoções com equilíbrio. Do mesmo jeito que muitas pessoas gesticulam para conduzir uma conversa, de modo a deixar o público confortável, o mesmo trabalho deve ser feito com a voz. “Ela deve ser agradável aos ouvidos, deve ter movimento. Em alguns momentos você mantém um certo tom, em outros eleva um pouco a voz. O importante é que ela não seja gritada, mas que transmita segurança e firmeza”, finaliza.

 

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Fonte: http://financasfemininas.uol.com.br/

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