Nem só de networking com o diretor se faz uma carreira

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Por Ligado na Facul

Ouvimos desde o Ensino Médio que o mercado de trabalho funciona por meio do networking com profissionais de destaque que tenham alcançado uma posição de importância dentro das organizações que sonhamos trabalhar.

Essa teoria não está errada, mas carrega uma frustração quando essa busca por “cartões de peso” se inicia. Você cria um perfil na rede social LinkedIn e sai mandando mensagens pra CEO’s, diretores e gerentes – pessoas que dificilmente te retornarão –, começa a perguntar para os familiares se, por acaso, alguém não conhece um fulano que te indique… É então que percebe que essa é uma corrida inalcançável em algumas áreas.

Digo isso baseado na minha experiência pessoal. Quando fui estudante de Comunicação, mais especificamente de Publicidade e Propaganda, percebi que estava tentando entrar em um meio extremamente fechado e repleto de indicações que, eu, sem experiência alguma, não tinha.

Foi então que descobri um tesouro encontrado na sala de espera da dinâmica de grupo dos processos seletivos: a pessoa que estava ao meu lado.

Sim, aquele cara/moça que também está aflito(a) sendo avaliado pelo RH. Hoje ele é seu concorrente, mas tem potencial de ser a sua valiosa indicação futura.

Percebendo esse potencial, comecei a puxar conversa para descontrair, pegar o contato, e até formar grupo no Whatsapp com as pessoas que estavam disputando as vagas dos grandes programas de estágio comigo. Eu sabia que naquela vaga o contato poderia não valer muito, mas ali estava o start do jogo.

Aquele cara que estava lá ao seu lado, provavelmente tem um currículo ou perfil similar ao seu, isso significa que se ele for chamado para uma vaga e estiver indisponível ou não tiver interesse, pode indicar você (e vice-versa). Foi assim que eu fui indicada para vagas em empresas de grande prestígio.

Acredito que essa tática pouco explorada possa trazer grandes oportunidades futuras. Então aqui fica a dica, observe o potencial do candidato ao seu lado porque nem só de networking com o alto escalão se faz uma carreira – principalmente no início.

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