Quanto mais tecnologia no dia a dia, mais é necessária a empatia

0

A tecnologia é uma via de mão dupla. Ao mesmo tempo em que nos permite criar soluções automatizadas para problemas e facilitar o nosso dia a dia, nos transforma em cidadãos mais isolados e independentes do contato humano. No universo de trabalho, a tecnologia chegou para substituir trabalhadores em profissões de risco – com o uso dos robôs -, simplificar processos e facilitar a rotina nas empresas, porém, será que basta saber lidar com uma máquina e suas fórmulas para ser um bom profissional? A resposta é não.

Se analisarmos friamente o mercado de trabalho, veremos que muitas ocupações que hoje demandam mão de obra humana serão totalmente executadas por robôs em um futuro não muito distante e você sabe quais serão os profissionais que terão mais sucesso nesse processo de transição? Os que souberem lidar com pessoas, tiverem sensibilidade, carisma e empatia e que, portanto, não poderão ser substituídos por uma máquina fria e mecânica. Não estamos dizendo que as habilidades analíticas de um profissional gênio em matemática, por exemplo, não terão mais valor, mas até essa pessoa precisará ter habilidade para lidar com pessoas também.

Se você ainda não está totalmente convencido dos benefícios que as habilidades sociais trarão para as carreiras no futuro, a seguir, listamos alguns pontos que podem te convencer a desenvolver essas características e somá-las à capacidade analítica. Acompanhe:

1. A capacidade de lidar com outras pessoas é um quesito muito bem avaliado em todas as empresas, independentemente da área em que atuam;

2. Capacidades sociais e cognitivas se complementam. Por isso, contar com as duas é um grande passo para se sobressair no seu trabalho;

3. Trabalhos que exigem pouco nível de habilidade social serão os primeiros a se tornarem automatizados.

Pesquisas conduzidas em universidades dos Estados Unidos mostram que pessoas que têm mais habilidades sociais e sabem interagir e motivar as outras ganham mais do que aquelas que preferem se isolar e trabalhar sozinhas. Você pode até pensar: “mas e o fundador do Facebook? E os “gênios” que criaram negócios bilionários e são conhecidos por não se relacionar bem com as pessoas?” Ok, você tem razão, mas lembre-se de que essas pessoas são exceções à regra e que a vida das pessoas “normais” é bem diferente e exige outras habilidades para que se tenha sucesso.

Para que um profissional desenvolva suas capacidades sociais é fundamental que ele esteja aberto para se relacionar com o mundo, ou seja, com diversos tipos de personalidades, características, preferências e comportamentos. Deixar a tecnologia um pouco de lado e guardar o celular no bolso de vez em quando é uma das primeiras medidas que devem ser adotadas para que você “saia da bolha” tecnológica e comece a reparar nas pessoas, nas suas necessidades, vontades e entenda os benefícios de ser uma pessoa sociável e estimulante para os outros.

Outra medida importante para evitar que as gerações futuras percam a noção da importância da relação física entre as pessoas é prestar atenção aos seus filhos, sobrinhos e irmãos pequenos, que estão cada vez mais habituadas a aparelhos como telefones celulares e tablets e, por consequência, têm cada vez menos interação com crianças de mesma idade, o que torna mais difícil a compreensão e utilização de conceitos como empatia, amizade, companheirismo, carinho, etc. Uma geração que nasce e cresce com pouco contato humanizado tende a não saber lidar com pessoas, habilidade que será cada vez mais fundamental para que um profissional tenha sucesso.

Vale a pena refletir sobre a importância de combinar as habilidades analíticas e técnicas ao lado mais humano de um profissional. Com base nas nossas dicas, veja se você pode melhorar alguns aspectos e se tornar ainda mais indispensável para o mercado de trabalho. Sempre há algo a melhorar!

Compartilhe.