Índice Love Mondays aponta: oportunidade de crescimento cai 6%, na percepção dos profissionais brasileiros!

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Não adianta negar: a crise econômica pela qual o Brasil está passando afetou, de forma maior ou menor, todos os segmentos de trabalho do País. Diante desse cenário, os profissionais brasileiros temem demissões, redução de oportunidades de crescimento de carreira e de benefícios, mas, apesar disso, a satisfação geral se manteve positiva na comparação com o terceiro trimestre de 2015 e com o mesmo período do ano passado. O crescimento desse índice foi de 2,3% em uma escala que vai de 0 a 5.

Além de demonstrar que o profissional brasileiro está mais maduro para lidar com momentos de crise, esse resultado mostra que atualmente quem está empregado tende a valorizar mais o seu trabalho por conta do aumento na taxa de desemprego que atinge os mais variados setores e níveis hierárquicos. A satisfação dos profissionais em relação à qualidade de vida se manteve estável no período analisado pela pesquisa, com uma evolução de 0,2% na comparação com o trimestre anterior.

Porém os outros aspectos tiveram resultados negativos abordados pelo Índice Love Mondays, que trimestralmente avaliará a percepção dos profissionais em relação ao seu trabalho, não se mantiveram positivos. Comparando o terceiro trimestre de 2015 com mesmo período do ano anterior o indicar de “Oportunidades de Carreira” teve uma queda de 6.6%, esse resultado se deve à ausência de expectativas de melhora no cenário econômico brasileiro e foi o indicador que registrou a maior queda na satisfação dos profissionais.

O tema “Cultura da Empresa” também se mostrou decrescente, com uma queda de 3,8%. Isso pode ocorrer devido ao fato de que muitas companhias estão reduzindo suas equipes para cortar custos, fazendo com que a cultura e valores que pregavam não reflitam o dia a dia desse profissional durante a crise. A percepção negativa da “Remuneração e Benefícios” se deve, principalmente, à diminuição do poder de compra por conta da inflação e altas nos juros que não é acompanhando pelos aumentos salariais.

O nível de satisfação em relação a salários e benefícios apresentou queda de 2,4% na comparação entre terceiro trimestre de 2015 e terceiro trimestre de 2014. Para Luciana Caletti, o indicador não apenas retrata corte nos bônus e benefícios, mas também a diminuição do poder de compra por conta da inflação em alta no país.

“Desde o início do ano as perspectivas sobre cenário indicavam que não teríamos um ano fácil. Mas a medida em que a inflação foi avançando e efetivamente afetando o poder de compra, a insatisfação passa a ser crescente”, analisa.

E na empresa em que você trabalha? Como você sente que está a satisfação dos profissionais? Conte para nós um pouco da sua experiência!

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