Grandes líderes precisam ter mais empatia e inteligência emocional

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O chefe humanizado, que conversa com a sua equipe e entende o que está acontecendo com cada membro do time é a pessoa ideal para exercer uma posição de comando em uma empresa. Entretanto, diante do aumento das cobranças por resultados melhores, maior agilidade na entrega de projetos e padronização da figura do chefe como um carrasco, é cada vez mais comum ter um chefe que simplesmente não sabe lidar com pessoas e, por isso, se transforma em uma pessoa fria e sem inteligência emocional, o que gerado discussões sobre o futuro cenário de trabalho em todo o mundo.

Não basta apenas ser competente na sua tarefa. Hoje em dia, habilidades como curiosidade intelectual, pensamento 360 graus, adaptabilidade e, principalmente, empatia  são mais do que necessárias no mercado de trabalho, onde o lado humano tem sido muito mais valorizado. Se você acha que um excelente líder precisa ser durão e aguentar os “trancos”, talvez seja melhor rever seus conceitos. A empatia, ou seja, a capacidade de se colocar no lugar do outro e enxergar situações sob a perspectiva de outra pessoa, é indispensável em um chefe. A seguir, o Love Mondays te explica como o mercado de trabalho está absorvendo novos e fundamentais conceitos como a empatia. Acompanhe:

  • Um líder ou empreendedor precisa se colocar no lugar do cliente para entender seus desejos e necessidades. Se ele não tiver empatia suficiente não conseguirá fabricar um produto ou oferecer um serviço que atenda às expectativas dos consumidores. Isso poderá fazer com que ele perca seus clientes e, a longo prazo, seu negócio afunde.
  • Empatia também é um requisito muito importante quando o assunto é descobrir outras culturas. Em um mundo cada vez mais globalizado, é fundamental entender e ter curiosidade para saber mais sobre outros povos, que podem ser futuros parceiros comerciais ou clientes em potencial. Compreender as suas necessidades e preferências faz com que você se coloque em uma posição mais aberta para negociações.
  • Dentro da empresa, a empatia é indispensável para que o trabalho de todo o time tenha os resultados esperados. Diversos líderes dizem, inclusive, que o sistema de colaboração em vez de uma organização hierárquica é a melhor forma de obter ótimos resultados. Nivelando todos os membros de um time e se colocando no lugar do outro você estimula todos a pensarem de uma forma diferente. O chefe carrasco, que só manda e não interage com o seu time, saiu totalmente de cena.

Pesquisas conduzidas por universidades dos Estados Unidos mostram que pessoas com cargos mais altos têm mais dificuldades de ter empatia quando, na verdade, essas pessoas são as que mais precisam dessa habilidade, já que suas decisões afetam um grande grupo de pessoas. É difícil reunir todas as características fundamentais para que um chefe tenha sucesso no mercado de trabalho atual, já que ele pode até ser empático, mas, se não tiver curiosidade intelectual para explorar novas situações ou se adaptar a experiências novas, ele provavelmente não será visto como um profissional completo também.

Estima-se que, nos últimos dez anos, houve uma redução de 30% nos níveis de empatia dos profissionais de liderança, que falham nos feedbacks e não entendem o lado de quem trabalha com eles. Para reverter esse cenário, diversas empresas promovem treinamentos para desenvolver a inteligência emocional de seus executivos. Assim, eles entenderão o impacto das emoções no seu trabalho e conseguirão lidar de uma forma mais efetiva com dilemas do cotidiano, tornando-se profissionais mais humanos e fazendo com que a relação com a sua equipe seja muito mais satisfatória.

Investir no desenvolvimento da inteligência emocional é a chave para se adaptar a um mercado de trabalho cada vez mais preocupado com o bem-estar de todos. Trabalhe o seu nível de empatia no dia a dia – incluindo em situações fora do trabalho – e beneficie-se dessa visão mais humana. Certamente você sentirá os resultados na sua vida!

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