Está perdido na carreira? Fica a dica de uma ótima leitura

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Adriana Gomes, consultora de carreira, Mestre em Psicologia e professora de Pós-Graduação da ESPM e Diretora do site www.vidaecarreira.com.br, conta em entrevista exclusiva para a Love Mondays sobre o seu livro mais recente, “Tô Perdido! Mudança e Gestão da Carreira”.

“‘Tô perdido’ é a frase que eu mais ouço no consultório, daí vem o nome do livro. Estar perdido significa que a pessoa se sente deslocada de quem ela é com o que  ela faz. A sua atividade profissional perde o sentido e uma pergunta começa a ficar frequente: ‘O que eu tô fazendo aqui?’. O jovem segue ‘receitas de sucesso’, investe na sua formação, mas depois não consegue se achar no mercado de trabalho, se sente deslocado”, relata Adriana.

Como ela se achou na carreira?

Psicóloga por formação, orientadora de carreira, escritora e pintora por paixão, Adriana iniciou sua carreira na área clínica de formação psicanalítica e mudou para a área de RH numa empresa de consultoria em recrutamento e seleção.  Através do seu contato com pessoas em fase de transição de carreira, Adriana percebeu que muitos profissionais têm dúvidas e não sabem a quem perguntar.  Nessa trajetória recebeu um convite para escrever uma coluna na newsletter da empresa onde trabalhava para responder a dúvidas de profissionais.

Não dando mais conta do volume de pedidos de ajuda, Adriana decide dar o passo e tornar-se orientadora de carreira, junto com os vários outros papéis profissionais que desempenha. É desta vasta experiência com profissionais de todos os níveis e setores que nasce o livro Tô Perdido, no qual Adriana apresenta caminhos e alternativas para profissionais encontrarem respostas para as dúvidas de carreira.

Como o jovem toma decisões de carreira?

“Os pais, amigos, a mídia e vários fatores influenciam o jovem na sua decisão de carreira. Tudo contribui para a formação de ideias e conceitos que o jovem leva em consideração para tomar a sua decisão profissional. O problema ocorre quando esses influenciadores não estão alinhados aos valores pessoais e metas de vida do jovem. Muitas vezes por insegurança e falta de conhecimento ele entra na onda de outras pessoas e acaba em uma carreira que não fecha com quem ele é.

O autoconhecimento é fundamental para que o jovem possa conhecer o seu jeito de ser, a sua personalidade, o que ele gosta de fazer. Se possível, também é muito interessante conhecer o ambiente de trabalho para ver como você se sentiria lá dentro.”

As empresas também estão perdidas?

“Hoje a sociedade está mais flexível, coisas que não eram aceitas há um tempo atrás hoje estão se tornando comuns. Essa mudança não é rápida, mas é notável. Algumas empresas conseguem tirar proveito dessa flexibilidade, acolhendo os jovens vêm cheios de energia e trazem boas ideias para o negócio.

Já outras empresas passam a ser vistas pelo jovem como empresas velhas. A cultura de rigidez da empresa faz com que ela não consiga tirar proveito desse pessoal que vem com um olhar diferente e inovador. A empresa precisa rever o seu posicionamento e buscar sua atualização, mas sem perder a identidade.

Não é uma tarefa fácil pois o novo sempre ameaça. Em certas situações a empresa possui diretrizes de abertura e inovação mas os gestores não vivem essa cultura no dia a dia. Porém, se renovar é uma necessidade e as pessoas precisam se adaptar a isso. O mercado é meritocrático, não é paternalista. O profissional precisa se adaptar rapidamente para sobreviver.”

Tá perdido? Adriana deixa algumas dicas para quem quer se achar na carreira:

Busque o autoconhecimento: “Não adianta nada seguir a receita do outro, você tem que escolher o que mais faz sentido para você. Autoconhecimento é um processo para sempre, não é uma coisa que você tenha. Invista tempo em se conhecer, você com você mesmo, e também peça feedback para pessoas com quem você trabalha e convive. Preste atenção nos seus sentimentos e identifique o que sente em cada situação.”

Tenha ‘acabativa’: “Além de iniciativa, você deve ter ‘acabativa’. Nas suas experiências profissionais, procure ficar o tempo suficiente para você ter um aprendizado significativo e que o ciclo se feche. É comum as pessoas se deixarem levar pela tentação de uma remuneração mais alta, mas insista em cada projeto que você inicia para que você possa dominar minimamente a competência técnica e se desenvolver como pessoa e profissional.”

Pese o que você faz no dia a dia: “O trabalho fica mais leve quando você gosta do que faz, porém nenhuma paixão dura pra sempre. Todo trabalho tem coisas que você não irá gostar, mas é importante colocar na balança e ver se a maioria das suas atividades são legais ou não. Se você gosta de 60% de coisas que faz e não gosta do resto, já pode estar valendo a pena. Se não, você deve rever a sua atividade.

O livro Tô Perdido! Mudança e Gestão de Carreira (http://qualitymark.com.br/to-perdido-mudanca-e-gest-o-de-carreira) é uma ótima leitura para quem encontrar as respostas para se situar profissionalmente, seja na mudança de emprego, de carreira ou mesmo empreendendo em negócio próprio.
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