A DESIGUALDADE EM DIVERSOS PAÍSES, MEDIDA EM HAMBÚRGUERES

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O índice Big Mac, criado pela revista “The Economist” em 1986, é um indicador interessante do nível socioeconômico da população de um país e a variação da moeda local. Ele avalia quanto custa um Big Mac – famoso lanche da rede de fast food McDonald’s – em diversos países e faz um comparativo desses dados.

Por exemplo: em julho de 2013, um Big Mac nos Estados Unidos custava US$ 4.56, ao passo que o mesmo lanche, porém na China, era vendido por US$ 2.61. Esses dados comparativos nos mostram que a moeda chinesa, yuan, estava 43% desvalorizada à época.

Em estudo recente, o ConvergEx Group utilizou essa mesma teoria, porém implantou modificações que a tornaram ainda mais interessante, revertendo em horas trabalhadas o valor necessário para que uma pessoa compre um Big Mac no país analisado.

Por meio desse estudo, sabe-se, por exemplo, que são necessários 34 minutos de trabalho para comprar um Big Mac nos Estados Unidos, ao passo que, na Nova Zelândia e na França, esse número cai para 22 minutos. Na Austrália – a primeira colocada na pesquisa – são necessários apenas 18 minutos, mas você adivinharia quantas horas você precisa trabalhar para comprar o mesmo lanche no Brasil?

Por aqui, um trabalhador precisa de longos 172 minutos para comer um Big Mac. A taxa é bastante alta se comparada a países como os citados acima, além do Reino Unido, com 23 minutos; Japão, com 31; e Grécia, com 53. Mas, ao contrário do que possa parecer, há países com uma situação pior ainda. Na Índia, um trabalhador precisa de 347 minutos, ou seis horas, para comprar um Big Mac. Cansativo, não?
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