Recursos Humanos: 6 tendências que já estão movimentando o mercado

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Comunicação, transparência, experiência: O mercado de Recursos Humanos tem vivido uma revolução nos últimos anos e algumas tendências que pareciam distantes já começam a se mostrar parte do dia a dia da área. Entender como o candidato a uma vaga pensa, encontrar os canais certos para se comunicar com os funcionários e mostrar como realmente é a empresa por dentro são alguns dos novos desafios da área de Recursos Humanos.

Estes foram também os temas abordados durante a terceira edição do Fórum Love Mondays de Employer Branding. O evento aconteceu em São Paulo, no dia 25 de abril, e teve o apoio do Workplace by Facebook Latam. Entre os palestrantes estavam Luciana Caletti, CEO e cofundadora do Love Mondays, Leonardo Leão, Head of Growth do Workplace by Facebook LatAm, Joe Wiggins, Head de Comunicação do Glassdoor na Europa, Rodrigo Galvão, Presidente da Oracle Brasil, e outros importantes nomes do mercado.

Confira um pouco das tendências e insights compartilhados durante o evento!

1. Comunicação e diálogo na ponta da língua

Pode parecer bobagem ou clichê, mas o diálogo tem cada vez mais peso na relação entre empresa e profissional. É o que mostrou uma pesquisa feita pelo Love Mondays e apresentada durante o evento. “O que os profissionais esperam das empresas é que elas se comuniquem: 98% das pessoas acham importante ou muito importante que as empresas falem sobre seu ambiente de trabalho”, explica Luciana Caletti, CEO e cofundadora do Love Mondays.

Essa comunicação serve para estreitar os laços antes, durante e depois do processo seletivo, aumentando o engajamento. “O maior desafio das pessoas que estão buscando emprego hoje é saber como realmente é o ambiente de trabalho de uma empresa”, diz Luciana. A boa notícia é que hoje, com cada vez mais gente conectada e buscando informações de emprego direto no celular, ficou mais fácil mostrar sua marca empregadora para o mercado.

2. O digital já é realidade para a área de Recursos Humanos

Se o profissional está conectado, as empresas também deveriam estar. O momento é cada vez mais de transição: do top-down para o colaborativo, de hierarquia para comunidade, do rígido para o ágil e de comunicação para diálogo. “A informação não é mais um bem que está nas mãos da alta liderança. Ela é democrática”, diz Leonardo Leão, Head of Growth do Workplace by Facebook LatAm.

Neste processo, é importante entender quem é o profissional que está na ponta, como é o dia a dia dele e como se comunicar de forma efetiva. “Essa conversa vai além de um post. Precisa ser real. Para se comunicar melhor, o projeto da organização deve ser rever como o conteúdo é gerado e como o funcionário pode contribuir para essa conversa”, explica Leão.

3. Transparência e princípios

Ter uma marca empregadora bem definida é o primeiro passo para construir uma boa reputação como um lugar para trabalhar. O que pode fazer toda a diferença no processo é a transparência. “Os candidatos esperam um nível de transparência e autenticidade das empresas, e por isso querem ouvir pessoas reais que trabalham em uma organização. Embora os amigos e a família ainda sejam mais confiáveis, o conteúdo fornecido pelos funcionários é a segunda fonte de informação mais confiável sobre uma empresa”, diz Joe Wiggins, Head de Comunicação do Glassdoor na Europa.

A transparência ganha ainda mais peso quando pensamos em profissionais mais jovens. “Sua empresa tem uma missão clara? Millennials buscam empregadores com consciência e 71% estão dispostos a sair de uma empresa por questões de princípios”, explica.

4. O foco na experiência com sua marca

Vivemos uma era centrada no consumidor. Por que não levar isso para os processos seletivos? “É preciso ter um pensamento estratégico na hora de criar engajamento com os candidatos, pensando de forma específica sobre cada estágio do processo. E tudo começa com saber quem você é como empregador”, afirma Steve Graham, VP de Employer Branding da TMP.

A melhor estratégia é deixar de pensar apenas na experiência do candidato e ter uma visão mais macro, levando em conta a experiência com a marca. “O processo de engajamento não acaba quando o candidato vira empregado. Boa parte, inclusive, começa a partir daí. As empresas precisam trabalhar para que os funcionários entendam seu EVP (Employer Value Proposition) e se engajem”, diz Graham.

5. Um novo olhar de Recursos Humanos para jovens talentos

Em uma guerra por jovens talentos, ganha quem mostra mais autenticidade e verdade. “Para atrair os jovens talentos, precisamos falar sobre o que significa na prática trabalhar na empresa”, conta Erika Braga, Diretora de Recursos Humanos da PwC. Para atrair este público, é preciso ainda entender que o processo de seleção deixou de ser uma via de mão única. “Seleção é um processo de escolha mútua. Foi-se o tempo em que só as empresas escolhiam as pessoas. O que diferencia é como a gente se posiciona e a clareza e transparência com que mostramos nossa proposta de valor”, diz Elisabete Rello, Diretora de Recursos Humanos da Bayer.

Deixar a conversa clara também é essencial. “Nós mostramos que o jovem tem a oportunidade de crescer. Comunicamos isso muito forte para que eles que se identifiquem e participem do processo de seleção”, diz Fabio Kapitanovas, vice-presidente de gente e gestão da Ambev.

Com este jovem dentro de casa, as empresas também vão se adaptando para entender os novos anseios desta geração. “Dependendo do público, ele não quer só crescer, quer aprender. A gente tenta fazer com que o processo de aprendizado seja cada vez mais aberto e ele tenha liberdade”, conta Sergio Saraiva Pontes, VP Executivo de Desenvolvimento Organizacional da Cielo.

6. O indivíduo no centro da conversa

Em momentos de mudanças, os líderes passam a ter ainda mais responsabilidade em comunicar e mostrar como a empresa está evoluindo. “É super importante em um momento de transformação conhecer a cultura da empresa, saber onde você está pisando e quais são os desafios. A transformação acontece quando o executivo dá ferramentas para que as pessoas transformem a empresa. Você começa transformando o indivíduo”, diz Rodrigo Galvão, presidente da Oracle Brasil.

Estes foram os melhores momentos do 3º Fórum Love Mondays de Employer Branding, organizado pelo Love Mondays com o apoio do Workplace by Facebook Latam. Veja mais fotos do evento na galeria!

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